Alternativa indicada pela CSG visa melhorar a segurança no trânsito
A proposta de fechamento do trevo da Grendene, em Farroupilha, como medida paliativa para melhorar a segurança no trânsito, gerou forte reação da classe empresarial do município. O tema foi debatido em reunião realizada na terça-feira, 28 de abril, entre a direção da Cics Farroupilha e o engenheiro da concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), Paulo Negrini.
A alternativa apresentada pela concessionária prevê o fechamento da travessia no trevo da Grendene para quem segue em direção a Caxias do Sul, obrigando os motoristas a utilizarem o trevo de São Miguel para retorno. O fluxo também seria desviado por uma via nos fundos da empresa Grendene, evitando o acesso direto pela Avenida Pedro Grendene.
A medida, no entanto, não foi bem recebida pela entidade. Segundo o presidente da CICS, Rafael Portolan Colloda, a proposta preocupa principalmente pelos impactos na mobilidade e pelo risco de se tornar uma solução permanente.
Durante entrevista à Spaço FM, Colloda destacou que a sugestão foi amplamente debatida com associados e lideranças internas da entidade. A avaliação predominante é de que o fechamento do trevo pode agravar ainda mais os problemas de trânsito, além de aumentar o trajeto de quem precisa acessar a rodovia.
Outro ponto de preocupação levantado é que a adoção de uma medida paliativa como essa possa postergar ainda mais a execução da obra definitiva, considerada essencial para garantir segurança no local. O trevo da Grendene é um dos principais acessos de Farroupilha e também um dos pontos mais críticos em termos de acidentes.
Diante disso, a Cics formalizou um pedido à concessionária para antecipação da solução definitiva, prevista em contrato. A entidade sugere que, ao menos no trecho entre a Tramontina e o trevo da Grendene, as obras sejam priorizadas, contemplando a área urbana da cidade e melhorando significativamente o fluxo e a segurança.
Apesar da discordância em relação ao fechamento, a entidade reconhece a gravidade da situação atual. “Permanecer como está também é um problema, porque há riscos constantes de acidentes”, ressaltou Colloda. Ainda assim, reforçou que a decisão final cabe à concessionária, responsável pela gestão da rodovia.
Ao final da reunião, a Cics reiterou a disposição de dialogar e até intermediar tratativas com o governo do Estado, caso necessário, para destravar o avanço das obras. A principal reivindicação segue sendo clara: evitar soluções paliativas que limitem o acesso e garantir a execução, o quanto antes, de uma intervenção definitiva no trevo da Grendene.
