Ricardo Peres esteve na Câmara de Vereadores
A Casa Legislativa recebeu, na sessão desta segunda-feira, 4, o presidente da CSG, Ricardo Peres, para cobrar celeridade nas obras da ERS-122 e da RSC-453. Diante da demora nas soluções definitivas, os parlamentares reforçaram a necessidade urgente de medidas paliativas, especialmente nos acessos às comunidades ao longo dessas rodovias e, de forma prioritária, no conhecido trevo da Grendene.
Em entrevista à Spaço FM, Peres reconheceu a demanda, mas destacou as limitações atuais. Segundo ele, a concessionária segue estudando alternativas paliativas, dentro do que é possível, até a execução das obras definitivas. No entanto, afirmou que não há como antecipar intervenções estruturais neste momento devido ao desequilíbrio contratual.
Para a RSC-453, a previsão é que as obras de duplicação, consideradas soluções definitivas, tenham início no segundo semestre de 2026. Até lá, as ações paliativas são bastante restritas. Um exemplo recente foi a implantação da sinalização conhecida como “yellow box”, com pintura amarela nos cruzamentos para melhorar a organização do tráfego e reduzir riscos de acidentes. Ainda assim, a própria concessionária admite que não enxerga, neste momento, paliativos de maior impacto para os trechos mais críticos, como entre Garibaldi e Farroupilha.
Já na ERS-122, no trecho entre Nova Milano e a região da Tramontina, a situação é ainda mais indefinida. A execução das obras depende do reequilíbrio do contrato, e, até lá, a empresa afirma que segue apenas avaliando possíveis soluções paliativas, sem prazo ou definição concreta.
No caso específico do acesso à Farroupilha pelo trevo da Grendene, a concessionária informou que estuda alternativas paliativas para melhorar a segurança, mas ainda não consegue apresentar uma solução objetiva.
Em síntese, conforme destacado pelo presidente da CSG, as melhorias definitivas só avançarão com o reequilíbrio contratual e a viabilização de financiamento. Até que isso ocorra, o cenário é de incerteza, com a adoção apenas de paliativos pontuais e limitados, naquilo que for tecnicamente possível.
