Segundo o político, mudança pode impactar em serviços essenciais
O prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico, afirmou que o fim da escala 6×1 precisa ser melhor debatido e alertou para impactos negativos da proposta. O posicionamento foi apresentado ao avaliar os efeitos da possível mudança na jornada de trabalho, que, segundo ele, pode gerar aumento significativo de custos, inclusive para o setor público. Adiló citou áreas essenciais como saúde e educação infantil, destacando dificuldades para manter serviços contínuos, como UPAs 24 horas, hospitais e pronto-socorros.
O chefe do Executivo ponderou que o município não dispõe de recursos suficientes para absorver despesas adicionais, especialmente para cobrir escalas na área da saúde. Conforme ele, a medida, se implementada sem amplo debate, pode resultar em prejuízos, inclusive para os próprios trabalhadores. Adiló também destacou que o Brasil já enfrenta altos custos na folha de pagamento e que a redução da jornada pode ampliar ainda mais esse impacto, afetando a competitividade em relação a outros países. Ele defendeu cautela na condução do tema e criticou o encaminhamento da proposta em período próximo a eleições.
No campo político, o prefeito afirmou que o PSD ainda aguarda definições, mas indicou que a sigla deve integrar uma chapa liderada pelo vice-governador Gabriel Souza na disputa pelo governo estadual. Para o cenário nacional, ressaltou que o partido possui a pré-candidatura do ex-governador Ronaldo Caiado e avaliou como positivo o primeiro turno contar com diferentes opções para o eleitorado.
