Médicos também paralisaram atividades
O Sindisaúde, que responde pelos técnicos de enfermagem que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Central e Zona Norte, anunciou estado de greve. A decisão foi tomada em uma assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, 22, na sede do sindicato.
As atividades dos técnicos em enfermagem devem ser reduzidas em até 72 horas após a notificação oficial. Além disso, o Sindicato dos Médicos também segue com a paralisação nas unidades, iniciada na tarde da quarta, 21.
De acordo com o Sindisaúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Caxias já foi notificada sobre o estado de greve. O Ministério Público do Trabalho e o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), responsável pela administração das UPAs, ainda serão informados sobre essa deliberação.
O objetivo da ação é garantir o pagamento de uma parte do salário dos profissionais, especificamente da parcela complementar enviada pelo governo federal, que assegura o cumprimento do piso salarial da categoria. Esses valores, que deveriam ter sido repassados pelo Ideas, estão pendentes desde dezembro.
Se os pagamentos não forem regularizados, aproximadamente 160 técnicos de enfermagem que atuam nas UPAs entrarão em greve no início da próxima semana.
Segundo a SMS, devido à paralisação, o atendimento à população está sendo redirecionado temporariamente. Casos de urgência e emergência (amarelo, laranja e vermelho) seguem sendo atendidos nas UPAs e, os demais pacientes, não urgentes, devem se dirigir às 48 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência.
Secretário pede desculpa aos trabalhadores e promete medidas contra instituto responsável pelas UPAs
O secretário Rafael Bueno participou do Fim de Expediente da Spaço FM desta quinta, 22, e garantiu que a população não ficará desamparada neste momento. Ele pediu desculpas aos trabalhadores e explicou que o governo municipal repassou os recursos ao Ideas, ainda no início de janeiro, para o pagamento dos salários e fornecedores.
Bueno também comentou que a prefeitura estuda todas as medidas possíveis contra o instituto responsável pela gestão das UPAs. “Nós vamos tomar todas medidas jurídicas e administrativas, desde sanções até a rescisão contratual. Mexeram com a gestão errada, nós mostraremos a eles que aqui a gente trata dinheiro com responsabilidade.”
