Integrantes da diretoria afirmaram que se sentem como ‘mendigos’ ao precisar solicitar constantemente melhorias à comunidade
A presidente do bairro Medianeira, Angela Penso, e o vice-presidente Samuel Polli participaram de entrevista reproduzida na manhã desta segunda-feira, 19, onde comentaram sobre a atual situação da comunidade.
Durante a conversa, os representantes relataram dificuldades recorrentes no contato com o poder público e cobraram maior atenção às demandas da região. Segundo eles, a sensação é de descaso e falta de equilíbrio na distribuição de obras e melhorias entre os bairros do município.
Angela destacou que a associação já buscou apoio em diferentes esferas, incluindo vereadores, deputados e senadores, mas sem resultados concretos. “A gente se sente como se estivesse mendigando por algo básico”, afirmou. Polli reforçou que as reivindicações não envolvem grandes obras, mas serviços essenciais, como manutenção de ruas, capina e melhorias na infraestrutura.
Entre os principais problemas apontados estão trechos sem asfalto, vias em más condições e a falta de intervenções simples que impactam diretamente o dia a dia dos moradores. Um dos exemplos citados é a Avenida Veneza, que possui cerca de 500 metros ainda sem pavimentação.
Outro ponto de preocupação é a situação de uma galeria pluvial que passa por baixo de estruturas como escola, igreja e residências. Segundo os representantes, há sinais de deterioração e risco estrutural, o que exige ao menos uma avaliação técnica urgente.
A associação também chamou atenção para prédios públicos abandonados no bairro, como o espaço da antiga creche Pequeno Príncipe e uma casa destinada à Brigada Militar, que atualmente está desocupada e pode ser alvo de invasões. Além disso, a praça da comunidade carece de manutenção, incluindo poda de árvores e melhorias gerais.
Os dirigentes ressaltaram que não são contrários a investimentos em outros bairros, mas cobram maior equilíbrio nas ações. Segundo eles, a região norte de Farroupilha, incluindo bairros como Medianeira, Cruzeiro, Santa Catarina e Centenário, tem sido negligenciada. “A gente só quer o básico, o feijão com arroz. Não é nada mirabolante, é qualidade de vida para quem mora aqui”, ressaltou a presidente.
