Valor investido será de R$ 500 milhões até janeiro de 2027, quando a obra deve ser concluída
A concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) anunciou nesta segunda-feira, 23, a duplicação de 10,9 quilômetros da ERS-122, no contorno norte de Caxias do Sul. A entrega das obras está prevista para janeiro de 2027. O aporte financeiro será de R$ 250 milhões em 2026 e outros R$ 250 milhões em 2027, além de R$ 170 milhões anuais destinados à manutenção das rodovias sob concessão.
O projeto inclui a construção de três Obras de Arte Especiais (OAEs). A principal delas é a nova ponte sobre o Arroio Tega, no quilômetro 74, que já está 80% concluída e deve ser entregue em julho deste ano. Com 270 metros de extensão e cerca de 40 metros de altura, a estrutura receberá investimento de R$ 50 milhões e promete ampliar significativamente a capacidade de tráfego.
No quilômetro 71, será implantada uma passagem inferior para facilitar o deslocamento entre bairros. Um desvio provisório de 400 metros, com sinalização especial, será liberado nesta terça-feira 24, permitindo o início das escavações e da galeria de águas pluviais. Já no quilômetro 78, o destaque é a construção de um viaduto de 40 metros de comprimento, com pista dupla em cada sentido e altura livre de 5,5 metros, transpondo a Rua Ludovico Cavinato, no acesso ao bairro Nossa Senhora da Saúde e aos pavilhões da Festa da Uva. A obra começará após o encerramento da festa, em março, e deve ser concluída até outubro de 2026.
REGIÃO
Além da duplicação da ERS-122, a CSG planeja investir na RSC-453, entre Bento Gonçalves e Farroupilha, ampliando a logística entre a Serra Gaúcha e o Vale do Caí. As obras devem começar no segundo semestre deste ano, com conclusão prevista para o fim de 2027.
DESAFIOS
Os investimentos ocorrem em meio às consequências das emergências climáticas de maio de 2024, que exigiram intervenções em mais de 150 pontos da malha viária, com R$ 73 milhões já aplicados até outubro de 2025. Outras 14 obras de contenção e resiliência seguem em andamento, demandando recursos adicionais e ajustes contratuais.
Créditos: Luís Carlos Müller
