Juliana Felipe foi a convidada do painel deste sábado
O programa Spaço Livre deste sábado, 31, recebeu a psicóloga Juliana Felipe, especialista em Terapia Familiar e de Casal, Psicossomática e Psicologia Hospitalar. Com atuação clínica voltada para adultos, casais e famílias, Juliana trouxe ao público uma conversa sensível e necessária sobre o luto, tema que atravessa todas as pessoas em algum momento da vida.
Além de sua prática clínica, Juliana também atua como coordenadora do cerimonial do Grupo L. Formulo, em Caxias do Sul, onde diariamente acompanha famílias em cerimônias de despedida realizadas no crematório. Nesse trabalho, ela e sua equipe acolhem os enlutados, escutam suas histórias e transformam lembranças em homenagens significativas. “A gente conversa com as famílias sobre o que há de mais bonito e gratificante daquele ente querido que faleceu, e isso se torna uma homenagem”, explicou.
Durante o painel, a psicóloga reforça que o luto não é doença, mas um processo emocional natural. “Não é algo a ser curado, é algo a ser vivido. O luto é uma resposta do amor, porque quem ama, perde e sofre”, afirmou. Cada pessoa vivencia o luto de forma única, e por isso o respeito ao tempo e às emoções individuais é fundamental. Juliana destacou ainda que não existe receita de bolo alguns podem sentir raiva, outros culpa, outros bloqueiam e demoram a expressar a dor. O importante, segundo ela, é acolher sem julgamento.
O programa também ampliou a discussão para diferentes formas de perda. Além da morte de pessoas queridas, o luto pode surgir em situações como separações conjugais, doenças, mudanças de vida e até na perda de animais de estimação. Aespecialista observou que, em muitos casos, o luto da separação pode ser até mais doloroso do que o da morte, já que a presença da pessoa continua existindo no cotidiano, tornando mais difícil elaborar a ausência.
Outro ponto abordado é o impacto do luto sobre os profissionais que trabalham diretamente com famílias enlutadas. Juliana reconheceu que é impossível não se emocionar em alguns momentos, mas ressaltou a importância de o psicólogo também ter suporte, inclusive em sua própria terapia. “Não é que se torne simples ou que a gente fique frio. É que entendemos que precisamos estar ali para dar suporte àquela pessoa no momento da dor”, explicou. Informações sobre a psicóloga podem ser obtivas através do WhatsApp (54) 9 9656-8872.
