Seu voto será crucial no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro
A ministra Cármen Lúcia foi indicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em maio de 2006, para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Nelson Jobim. Ela se tornou a segunda mulher a integrar a Corte, após Ellen Gracie. Nascida em Montes Claros (MG), Cármen é jurista, professora e magistrada. Formada em Direito pela PUC-Minas em 1977, é especialista em direito de empresa pela Fundação Dom Cabral e mestre em direito constitucional pela UFMG. Entre 1983 e 2006, foi procuradora-geral do Estado de Minas Gerais, durante o governo de Itamar Franco.
Em 2016, assumiu a presidência do STF, substituindo Ricardo Lewandowski, permanecendo no comando até 2018, quando foi sucedida por Dias Toffoli. Nesse período, chegou a ocupar interinamente a Presidência da República em duas ocasiões, durante viagens do então presidente Michel Temer (MDB). Atualmente, ela preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cargo que também já havia ocupado entre 2012 e 2013. Conhecida por votos firmes, a ministra ganhou ainda mais notoriedade após o julgamento que tornou Jair Bolsonaro (PL) inelegível até 2030. O voto da magistrada será crucial no julgamento do ex-presidente Bolsonaro, que segue na tarde desta quinta-feira, 11, e pode condená-lo por ‘golpe de Estado’.
