Confirmação aconteceu nesta segunda
O Rio Grande do Sul (RS) confirmou dois casos de hantavírus nesta segunda-feira, 11. As ocorrências foram registradas em áreas rurais e, conforme a Secretaria Estadual da Saúde (SES), não possuem relação com o surto da doença identificado em um navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
Um dos casos foi confirmado em Antônio Prado, na Serra Gaúcha, após resultado positivo em exame laboratorial. O outro registro ocorreu em Paulo Bento, no norte gaúcho, com diagnóstico clínico-epidemiológico. Neste caso, o paciente não resistiu e morreu.
De acordo com autoridades de saúde, as principais situações de risco para infecção estão relacionadas ao contato com roedores silvestres ou ambientes contaminados. Entre as atividades mais associadas aos casos estão trabalhos agrícolas, limpeza de galpões, tarefas domésticas em áreas rurais, além de atividades de lazer como trilhas, pescarias e colheitas.
O hantavírus é considerado endêmico no Brasil pelo Ministério da Saúde, o que significa que o vírus circula continuamente em determinadas regiões, especialmente em áreas rurais.
O número de casos da doença no Rio Grande do Sul varia de ano para ano. Conforme levantamento da SES, o Estado registrou oito casos em 2025, sete em 2024, seis em 2023, nove em 2022, três em 2021 e um caso em 2020.
O que é a hantavirose
A hantavirose é uma doença infecciosa causada por vírus transmitidos principalmente pela urina, fezes e saliva de roedores silvestres. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes no ambiente contaminado.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, exigindo atendimento médico imediato.
