Maristela Silvsetrin afirma que não há igualdade real entre homens e mulheres no Brasil
A presidente do PT de Farroupilha, Maristela Silvestrin, respondeu às declarações do vereador caxiense Sandro Fantinel sobre misoginia e feminicídio, defendendo a existência de leis específicas de proteção às mulheres e afirmando que ainda não há igualdade real entre homens e mulheres no Brasil.
“Mulheres morrem pelo simples fato de serem mulheres”, afirmou Maristela ao comentar os casos de feminicídio registrados no Rio Grande do Sul. Segundo ela, a existência de legislações como a Lei Maria da Penha busca justamente corrigir desigualdades históricas e garantir proteção às mulheres.
Durante a manifestação, Maristela rebateu a argumentação de Fantinel de que não existiria feminicídio sem “masculinicídio”. Para ela, o feminicídio se caracteriza exatamente pela violência direcionada às mulheres em razão do gênero. “Quando os homens estiverem sendo mortos exclusivamente pelo fato de serem homens, aí também precisaremos tratar isso especificamente”, declarou.
A dirigente petista também contestou falas minimizando a misoginia. Segundo ela, o preconceito contra mulheres aparece de forma cotidiana, especialmente quando ocupam cargos de liderança. “Quando uma mulher conquista um cargo de chefia, muitas vezes surgem comentários de desprezo e insinuações. É sobre isso que a gente fala quando fala de misoginia”, disse.
Maristela ainda destacou que a insegurança vivida pelas mulheres vai além da questão criminal e reflete um problema estrutural da sociedade. “A mulher sai na rua à noite pensando que pode ser atacada, agredida ou estuprada. O homem, em geral, não vive esse mesmo temor”, afirmou.
Ao final, ela defendeu políticas públicas voltadas à saúde mental e ao fortalecimento das relações familiares, citando a necessidade de ações imediatas para enfrentar conflitos sociais e a violência de gênero.
