Dois acusados respondem em liberdade e um está preso; julgamento ocorre nesta quarta-feira
Os réus Anderson Glock e David Rocha, em liberdade, e Fabiano Brum dos Santos, preso, vão a júri popular por tentativa de homicídio contra o funcionário de um haras, em Farroupilha. O julgamento ocorre nesta quarta-feira, 15, após ter sido cancelado anteriormente por questão de saúde de um dos advogados de defesa. Os três são acusados de participação no crime registrado em 9 de agosto de 2021, na localidade de Linha Boêmios, no interior do município. O caso, conhecido como episódio de tortura na Clínica Vet Serra, teve o processo desmembrado, resultando no julgamento separado dos envolvidos.
Pelo mesmo fato, o proprietário do haras, Ari Glock Junior, já havia sido condenado em julgamento anterior. Inicialmente sentenciado a mais de 42 anos de prisão, ele teve a pena ampliada para 45 anos por crimes como tortura, tentativa de homicídio triplamente qualificada, sequestro, roubo e estupro da vítima. Junior foi encontrado morto no dia 13 de fevereiro, na cela do presídio de Bento Gonçalves, onde cumpria pena. A principal hipótese apontada pelas autoridades é de suicídio. De acordo com a denúncia, a vítima do caso, então com 39 anos, foi sequestrada, agredida e submetida a sessões de tortura após suspeitas de furto. Mesmo gravemente ferido, o homem sobreviveu.
O júri desta quarta-feira será presidido pelo juiz Enzo Carlo Di Gesu. A acusação é conduzida pelos promotores Stéfano Lobato Kaltbach e João Francisco Ckless Filho, enquanto a defesa será representada pelos advogados Franciele Baú, Saiury Baú, Bianca Baú Porto, Bruno Rafael Reinehr Couto, Leonardo Sagrilo Santiago e Roger de Moraes de Castro.
