Medida aguarda sansão do presidente
Mesmo após a aprovação, em nível federal, da possibilidade de instalação de farmácias completas em supermercados, redes do Rio Grande do Sul avaliam que a medida dificilmente será adotada. O principal motivo apontado pelo setor é o aumento de custos e as exigências legais para operar esse tipo de serviço.
A avaliação é compartilhada pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), que afirma que a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados do Brasil e que aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve trazer mudanças significativas para os consumidores gaúchos.
Segundo a entidade, a exigência de farmacêutico em tempo integral e outras restrições legais elevam os custos de operação e podem acabar desestimulando a adesão das redes supermercadistas.
Além disso, muitas redes já contam com farmácias próprias ou de terceiros instaladas nas áreas externas das lojas, o que reduz o interesse em criar uma nova operação dentro do espaço do supermercado.
Para o presidente da Agas, Lindonor Peruzzo Junior, o cenário atual não oferece muitas vantagens para os supermercadistas. Segundo ele, a principal reivindicação do setor seria a autorização para vender medicamentos sem prescrição médica (MIPs), ou então a definição de que farmácias sejam locais exclusivos para venda de itens de saúde.
