40 km/h foi aprovado pelos empresários
Comerciantes com estabelecimentos na Rua Barão do Rio Branco avaliaram de forma geral como positiva a revitalização da via, que recebeu nova camada de asfalto, sinalização atualizada e teve o limite de velocidade estabelecido em 40 km/h. Apesar dos elogios, alguns pontos seguem gerando debates e pedidos de ajustes.
A empresária Adelaide Paniz destacou a beleza da rua após as obras e afirmou estar satisfeita com o resultado. Para ela, o limite de 40 km/h é adequado e traz mais segurança. No entanto, Adelaide demonstra preocupação com a velocidade dos veículos na descida da via, especialmente após a retirada do estacionamento em um dos lados. Segundo ela, medidas como lombadas ou outras formas de controle poderiam evitar acidentes. A empresária também citou dificuldades de adaptação dos motoristas em relação às conversões à esquerda e sugeriu uma reavaliação da sinalização para melhorar a fluidez e a segurança.
Na avaliação do comerciante Leandro Bariviera, a obra está bem executada e deixou a rua bonita, mas apresenta inconsistências com a proposta de duas vias de descida. Ele questiona principalmente a permanência das paradas de ônibus ao longo da Barão do Rio Branco, o que, segundo ele, compromete o fluxo do trânsito e a segurança. Bariviera também concorda com o limite de 40 km/h, considerando-o adequado para uma via central, e aponta a necessidade de revisão da sinalização de estacionamento para que o projeto funcione plenamente.
Já Paulo Dalzochio relembrou que o projeto inicial causou apreensão entre os comerciantes, mas que, após reuniões e ajustes, chegou-se a uma alternativa considerada viável: uma via de subida com estacionamento e duas vias de descida sem vagas. Para ele, a velocidade máxima de 40 km/h é compatível com a realidade urbana. Dalzochio, no entanto, demonstrou preocupação com a segurança nas duas pistas de descida e com a localização de algumas faixas de pedestres e sinaleiras, defendendo que faixas próximas às esquinas seriam mais respeitadas pelos usuários. Apesar das ponderações, ele acredita que a adaptação virá com o tempo e que o uso diário indicará eventuais necessidades de mudança.
O mecânico Sérgio Luiz Marcon, que atua na região desde 1995, ressaltou que a Barão do Rio Branco melhorou significativamente desde os tempos em que era estrada de chão. Para ele, o limite de 40 km/h é mais do que suficiente, já que o fluxo, as sinaleiras e o acesso aos estabelecimentos naturalmente reduzem a velocidade. Sérgio elogiou a sinalização, mas também apontou preocupação com as paradas de ônibus nas pistas de rolamento, o que pode gerar risco aos motoristas. Na sua opinião, a organização do trânsito poderia ser revista para dividir melhor os sentidos das vias e desafogar o movimento.
De modo geral, os comerciantes reconhecem os avanços trazidos pela obra, destacam a melhoria estética e a organização do trânsito, e concordam que o limite de velocidade contribui para a segurança. Ao mesmo tempo, reforçam que alguns pontos ainda precisam de ajustes, os quais poderão ser definidos a partir da adaptação dos usuários e da análise do funcionamento da via no dia a dia.

