Dados são da Emater
A safra da uva 2025/2026 dever crecer 10% em relação ao ano anterior em virtude do clima. A estimativa preliminar da Emater/RS-Ascar aponta para até 905 milhões de quilos colhidos nesta safra, resultado associado ao inverno com frio acima da média, boa regularidade térmica e condições favoráveis ao desenvolvimento das videiras. Um dos pontos avaliados foi o número elevado de horas de frio acumuladas foi decisivo para uma brotação uniforme e boa formação dos cachos. Em várias regiões, especialmente na Serra Gaúcha, foram superadas as 400 horas de frio abaixo de 7,2 °C, o que garantiu excelente potencial produtivo.
O início da colheita sofreu atraso de 10 a 15 dias devido às temperaturas mais baixas e menor insolação na primavera. Para os técnicos, esse alongamento do ciclo não comprometeu a qualidade das uvas. Com a expectativa de safra robusta, volta ao centro das discussões o preço pago ao produtor. Um acordo setorial definiu o valor mínimo de R$ 1,80 por quilo da uva Isabel com 15 graus Brix. Embora seja um avanço em relação à safra passada, o valor ainda se aproxima do custo variável médio, estimado em R$ 1,82 por quilo, sem contemplar custos fixos ou margem para investimento.
Apesar de chuvas intensas entre o Natal e o Ano Novo, que afetaram variedades precoces em áreas baixas, a avaliação geral é positiva. As uvas que entram no pico da colheita apresentam bom estado sanitário e qualidade. O principal fator de atenção segue sendo o clima nas próximas semanas, que poderá consolidar uma safra considerada acima da média histórica, mas não recorde.
