Empresário Ruben Bisi participou de entrevista na Rádio Spaço FM
O empresário Ruben Bisi alertou que existem grupos gaúchos que querem boicotar porto de Arroio do Sal. Em entrevista reproduzida nesta segunda-feira, 26, salientou que existem articulações de grupos contrários à implantação do Porto Meridional, em Arroio do Sal. Segundo ele, parte da resistência viria de setores ligados ao Porto de Rio Grande, que enxergam na nova estrutura uma ameaça direta aos seus interesses. “É nós brigando com nós mesmos”, afirmou.
Durante a explanação o empresário Daniel Bampi também comentou sobre o déficit histórico de infraestrutura do Rio Grande do Sul. Ele reforçou que o estado acumula um déficit de mais de 30 anos, especialmente em rodovias e acessos estratégicos. “As estradas são praticamente as mesmas a vida toda. Estamos atrasados”, destacou, lembrando que esse atraso compromete a competitividade logística da região.
Ao longo da entrevista os empresários comentaram que enquanto o Rio Grande do Sul trava debates internos e enfrenta oposição acadêmica e política ao porto, Santa Catarina já aprovou novos portos e atrai investimentos bilionários de empresas como BMW e Audi, graças à infraestrutura e logística eficiente. “Lá, sociedade civil e governo estão alinhados. Aqui, seguimos discutindo se a Rota do Sol comporta ou não o Porto, quando na prática ela nem é necessária para o escoamento”, criticou Bisi.
Ele frisou que esta polêmica ganhou força após professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e entidades ambientais se posicionarem contra o projeto, alegando riscos à Mata Atlântica e impactos viários. Para os defensores do Porto Meridional, se trata de uma politização excessiva que atrasa o desenvolvimento regional.
Contexto atual apresentado por Bisi
- O projeto já foi apresentado ao Ibama, que solicitou ajustes e agora prepara audiência pública;
- A expectativa é obter uma licença provisória para iniciar obras de infraestrutura, incluindo ponte de acesso à BR-101 e dragagem da área portuária;
Empresários defendem que o porto é essencial para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da Serra Gaúcha.