Números foram divulgados pelo Cartório de Registro Civil
A chefe do Cartório de Registro Civil de Farroupilha, Silvana Hart Schneider, comentou nesta terça-feira,11, em entrevista à Rádio Spaço FM, os dados recentes do IBGE, que apontam uma queda no número de casamentos no Brasil em 2025. Segundo ela, o município também apresenta redução, mas em proporção menor que a média nacional.
“Em Farroupilha, para termos uma ideia, em 2023 tivemos 273 casamentos. Em 2024, foram 302. Já em 2025, até o dia 10 de novembro, registramos 240. No entanto, já temos mais 35 cerimônias agendadas até o fim do ano, o que deve elevar o total para cerca de 275. Ainda é possível que esse número aumente, já que hoje o prazo mínimo para publicação do edital de casamento é de apenas cinco dias, antes era de 15”, explicou Silvana.
A registradora atribui parte da queda à mudança nos hábitos dos casais, que optam cada vez mais por uniões estáveis antes de oficializar o matrimônio. “Temos percebido que muitos casais vivem juntos antes de casar. Eu costumo brincar que é como se fosse um ‘test-drive’. Só depois de um tempo, quando passam a pensar em questões como o regime de bens, acabam formalizando a união”, observou.
Casamentos homoafetivos em crescimento
Silvana também destacou o aumento expressivo de casamentos homoafetivos no município. “Em 2023 tivemos apenas um casamento homoafetivo feminino. Em 2024, foram dois, também entre mulheres. Já em 2025, até agora, tivemos sete, sendo cinco entre homens e dois entre mulheres. A faixa etária varia entre 20 e 46 anos, o que mostra que o preconceito está diminuindo em Farroupilha, e isso é muito positivo”, afirmou.
Divórcios apresentam leve alta
Quanto aos divórcios, o levantamento do cartório aponta crescimento em 2025. “Em 2023 registramos 165 divórcios. Em 2024, o número caiu para 132. Já neste ano, até o momento, contabilizamos 138, e acreditamos que até o fim do ano esse número será ainda maior”, disse Silvana.
Cenário local segue tendência nacional
Para Silvana Hart Schneider, Farroupilha acompanha a tendência nacional de queda nos casamentos, mas em ritmo menos acentuado. “Pelos números, percebemos uma leve redução, mas não tão significativa quanto em outros estados. Acredito que isso tem relação com o perfil religioso da nossa cidade. Muitos casais fazem questão de oficializar a união civil, inclusive com a presença de líderes religiosos, como pastores”, concluiu.
