Legisladores relatam que prefeito ouviu comunidade
Os vereadores de Farroupilha avaliaram de forma positiva a decisão do prefeito Jonas Tomazini em contratar um estudo técnico sobre a situação da água e do esgoto no município. A iniciativa, que tem o objetivo de orientar os próximos passos da administração em relação ao plano municipal de saneamento básico, foi amplamente debatida na Câmara de Vereadores.
A vereadora Francyelle Bonaci (PDT) ressaltou que o estudo é essencial para compreender o cenário atual e definir as metas futuras. “É importante falar sobre isso, porque é um assunto que debatemos muito aqui na Câmara. Vejo com bons olhos essa orientação do prefeito em fazer um estudo para entender o que a cidade precisa em relação à água e ao esgoto. Precisamos de um diagnóstico de cidade e de uma revisão do plano municipal de saneamento, com metas de curto, médio e longo prazo. Esse é o caminho certo”, afirmou.
Ela lembrou ainda que o grupo de trabalho criado no Legislativo já havia sugerido essa medida e destacou que o prefeito tem ouvido as entidades e os vereadores antes de tomar decisões. “Acho que o prefeito está sendo coerente. É melhor ouvir do que errar e depois lamentar”, completou.
O vereador Roque Severgnini (PSB) classificou a contratação do estudo como uma iniciativa louvável e necessária. “O plano municipal de saneamento básico é a âncora para depois apoiar a questão da água, porque ela envolve também o tratamento de esgoto. Espero que, após esse estudo, o prefeito contrate uma empresa para preparar um edital e abrir uma licitação para a concessão da água. Não podemos seguir com aditivos contratuais tão longos”, destacou.
Severgnini reforçou que o plano deve ser elaborado com base em critérios técnicos e ouvindo as entidades ambientais. “Não dá pra fazer um plano só para cumprir tabela. Ele precisa refletir as reais necessidades do município”, frisou.
Já o vereador pastor Davi Almeida afirmou que o Executivo está no caminho correto e destacou a contribuição do grupo de trabalho da Câmara, que apresentou 14 recomendações sobre o tema à prefeitura e à Corsan Aegea.
“A Câmara se debruçou sobre o tema da água, realizou audiência pública, ouviu a comunidade e encaminhou apontamentos ao Executivo. A decisão do prefeito demonstra que ele está buscando o melhor caminho para Farroupilha. Esse estudo vai nos dar segurança para definir o futuro da água e do esgoto”, explicou.
Almeida também enfatizou a importância de o plano contemplar valores justos de cobrança, tratamento adequado das barragens e a possibilidade de uma segunda estação de tratamento de esgoto (ETE). “Quando falamos de água, falamos de vida. E quando falamos de esgoto, falamos de meio ambiente. Esse cuidado é essencial para garantir saúde pública e sustentabilidade”, concluiu.
