Profissional trouxe avanços no diagnóstico e tratamento do câncer de mama e foi pioneiro em ecografia na cidade
O médico ginecologista, obstetra e mastologista Daniel Parisotto, de 93 anos, foi cremado neste domingo, 28, no Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul. Ele morreu na manhã de sábado, 27, deixando um legado reconhecido pela medicina da Serra Gaúcha, especialmente no cuidado à saúde da mulher.
Nascido em 7 de setembro de 1932, em Vista Alegre do Prata, Parisotto era filho de Lucia Guissardi e Guerino Parisotto. Foi casado por 62 anos com Márcia Maurer, com quem teve quatro filhas: Rejane, Simone, Fabiane e Daniela. Também era avô de seis netos e bisavô de Isadora. Além da família biológica, considerava como filha de coração Carine Molon e foi cuidado com dedicação por Maria Cerutti, a quem chamava de braço direito.
Profissional visionário, Parisotto foi pioneiro em trazer para Caxias do Sul novas práticas e tecnologias médicas. Introduziu o primeiro aparelho de ecografia na cidade, avançou no diagnóstico e tratamento do câncer de mama, pesquisou trombofilias gestacionais e dedicou-se ao desenvolvimento da terapia hormonal.
Exímio cirurgião, destacou-se pelo rigor científico e pela inquietação intelectual, sempre em busca de métodos mais eficazes. Sua atuação marcou gerações de famílias que confiaram a ele o cuidado em nascimentos, tratamentos e cirurgias, consolidando seu nome como uma das maiores referências da medicina regional.
