Cassação foi negada no Legislativo e Morandi irá responder processo na justiça comum
Em meio à polêmica que tomou conta da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, o vereador Hiago Morandi (PL) reafirmou durante entrevista à Spaço FM nesta quarta-feira, 24, sua postura diante da fiscalização realizada na UPA Central, entre os dias 3 e 4 de setembro. “Eu faria tudo de novo”, declarou, após ter o pedido de cassação de seu mandato rejeitado pelo Legislativo. A denúncia, protocolada por dois médicos da unidade, acusa Morandi e a vereadora Daiane Mello (PL) de abuso de autoridade e quebra de decoro parlamentar.
O documento com 24 páginas relata que os parlamentares teriam ingressado abruptamente no quarto de descanso médico, sem qualquer justificativa técnica ou administrativa. A ação, registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais, gerou forte repercussão e, segundo os profissionais, causou danos emocionais, sociais e profissionais. A defesa dos médicos, conduzida pela advogada Amanda Martins de Castro Bernardes, especialista em direito médico, classificou o episódio como uma ‘invasão parlamentar’ e solicitou a suspensão preventiva dos mandatos até o fim do processo.
Apesar da negativa da cassação na câmara, Morandi ainda enfrentará um processo na justiça comum. Em sua defesa, o vereador alegou que está habituado a receber pedidos de afastamento e que a fiscalização foi acompanhada por um representante da instituição responsável pela UPA, sem qualquer impedimento formal. Já Daiane Mello afirmou que o caso foi encaminhado ao Ministério Público e à prefeitura, reforçando que continuará realizando fiscalizações como parte de seu dever parlamentar.
