Religioso lembrou os esforços da paróquia e sugeriu políticas municipais para apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade
O responsável pela Paróquia Sagrado Coração de Jesus, padre Gilmar Paulo Marchesini, destacou a necessidade de união entre autoridades e comunidade para melhorar a segurança e a conservação da Praça da Igreja Matriz, em Farroupilha. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 5, após a morte de um homem, que foi registrada nesta semana, e voltou a gerar críticas sobre a atuação da Guarda Municipal (GM). Segundo o sacerdote, o compromisso pelo cuidado da praça é compartilhado. “Todo mundo tem uma parcela de responsabilidade”, afirmou, ressaltando que a Brigada Militar, a Prefeitura e até as próprias instituições religiosas precisam atuar de forma conjunta para prevenir situações de violência e garantir a preservação do espaço.
Durante uma enquete realizada pela Rádio Spaço FM na última quarta-feira, 3, frequentadores manifestaram preocupação com a segurança do local, destacando o desconforto com o grande número de pessoas ociosas e a conservação dos banheiros públicos, que são frequentemente mal utilizados. O pároco recordou que, desde sua chegada em 2023, já havia alertado o poder público quanto a necessidade de cuidar da praça, após presenciar episódios de violência na região. Ele relatou esforços da paróquia para criar um clima pacífico, mantendo diálogo com os frequentadores, mesmo que nem todos revelassem as suas verdadeiras identidades.
Marchesini também comentou a respeito de iniciativas internas da igreja para reforçar a segurança, como a instalação de 16 câmeras, que segundo ele, contribuíram para a redução de problemas na área. Entretanto, o religioso salientou que o episódio recente do assassinato traz à tona questionamentos sobre o que mais pode ser feito, principalmente no atendimento e integração de grupos em situação de vulnerabilidade. O padre enfatizou ainda a necessidade de ações estruturadas para assistência de famílias carentes e o cuidado com pessoas vulneráveis, sugerindo a necessidade de políticas municipais que organizem atendimentos e cadastros de apoio social. Para ele, somente uma ação coordenada entre órgãos de segurança, poder público e comunidade poderá tornar a Praça da Matriz um espaço mais seguro e acolhedor para todos.
