Estilista italiano revolucionou a alfaiataria e projetou seu nome no cinema e nas passarelas
O estilista italiano Giorgio Armani morreu nesta quinta-feira, 4, aos 91 anos. Ícone da moda mundial, ele ficou conhecido por seu estilo minimalista, rigoroso e pela forte ligação com o cinema, que ajudou a projetar sua marca no cenário internacional.
Natural de Piacenza, no norte da Itália, Armani nasceu em 11 de julho de 1934. Filho de um contador, chegou a iniciar a faculdade de Medicina, fascinado pela anatomia, mas abandonou o curso após servir no Exército. Sua primeira experiência profissional no setor foi como comprador na loja de departamentos La Rinascente, em Milão. Depois, assumiu o desenho da linha masculina da grife Nino Cerruti e não parou mais.
Em 24 de julho de 1975, dias após completar 41 anos, fundou a Giorgio Armani, incentivado pelo companheiro Sergio Galeotti, que morreu em 1985. O estilista revolucionou a alfaiataria masculina ao desconstruir o terno e imprimir leveza às peças. Um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória ocorreu em 1980, quando Richard Gere vestiu suas criações no filme Gigolô Americano, considerado divisor de águas na carreira do italiano.
Pouco depois, Armani expandiu o império da moda com a criação da Emporio Armani, em 1981, e conquistou projeção histórica ao estampar a capa da revista Time, em 1982 — feito inédito desde Christian Dior, em 1957. Nesse mesmo ano, lançou sua linha de roupas íntimas, eternizada em campanhas estreladas por nomes como David Beckham, Cristiano Ronaldo e Rafael Nadal.
Reservado e discreto, Armani mantinha vida pessoal longe dos holofotes. Dedicava os raros momentos de lazer à família, amigos e viagens, muitas vezes a bordo de seu barco. Sem filhos, era constantemente acompanhado pela sobrinha Roberta e por uma comitiva de assessores e executivos.
