Investigada também teria desviado valores de ONG usada para pedir doações
A Polícia Civil estima que cerca de 240 animais tenham sido mortos por determinação da ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes. Ela é suspeita de autorizar práticas de eutanásia ilegal e, nesta quinta-feira, 4, foi alvo da Operação Carrasco. De acordo com o delegado regional Cristiano Reschke, os bichos – entre cães e gatos – foram recolhidos das ruas ou entregues por famílias para adoção. O cálculo, segundo ele, corresponde a oito meses de investigações.
A ex-secretária também lidera uma ONG de acolhimento de animais, usada, segundo a polícia, para pedir doações via Pix. A suspeita é de que os valores, supostamente destinados a resgates e cuidados, tenham sido desviados. “Ela ostentava nas redes sociais a imagem de protetora de cães e gatos, mas acreditamos que determinava eutanásias ao mesmo tempo em que desviava recursos”, afirmou o delegado.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em propriedades ligadas a Paula Lopes e na sede do órgão. Em um dos imóveis, os policiais encontraram R$ 100 mil em espécie. Em nota, a Prefeitura de Canoas disse receber com indignação as denúncias e reforçou que o cuidado com os animais sempre foi tratado como prioridade. O Executivo afirmou colaborar com a investigação e abriu um processo interno para apurar os fatos.
