Cenário cambial e feriados prolongados devem impulsionar o segmento
O empresário, presidente do Feltrin Group e ex-prefeito de Farroupilha, Fabiano Feltrin, avalia que 2026 desponta como um ano estratégico para o entretenimento e o turismo, mesmo diante de dificuldades econômicas como juros altos, inflação e carga tributária, impulsionado principalmente pelo calendário com 11 feriados ao longo do ano.
Feltrin destaca que o cenário cambial deve favorecer o turismo interno, já que o dólar e o euro, em patamares elevados, tornam inviáveis as viagens internacionais para grande parte da população. Nesse contexto, o Rio Grande do Sul passa a ganhar protagonismo como destino diferenciado, com a Serra Gaúcha consolidada entre os principais polos turísticos do país, oferecendo belezas naturais, enoturismo, gastronomia, rede hoteleira, parques e complexos turísticos.
Ele reforça que o momento exige união entre poder público, sociedade civil organizada, universidades e o setor privado, com foco na qualificação do atendimento e no acolhimento aos visitantes. Para Fabiano, além da infraestrutura já existente, o diferencial passa a ser o calor humano e a experiência proporcionada ao turista.
A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo também projeta crescimento no setor, avaliando que o calendário com feriados prolongados deve atrair um novo perfil de viajante, que concilia trabalho e lazer. Dados do setor indicam que 2026 será marcado por viagens personalizadas com uso de tecnologia, roteiros mais lentos e experiências conscientes.
“Com o maior número de feriados prolongados da última década e a expectativa em torno da Copa do Mundo de 2026, o ano promete aquecer o turismo nacional e internacional”, frisou.