Redução atinge despesas básicas, bolsas acadêmicas, pesquisa e outros serviços essenciais
As universidades federais do Rio Grande do Sul terão cortes superiores a R$ 44 milhões no orçamento de 2026, atingindo despesas não obrigatórias, como contas de água e luz, bolsas acadêmicas, pesquisa e compra de equipamentos. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) concentra a maior redução, com R$ 14,5 milhões a menos, o equivalente a 7,24% do orçamento. A reitora Marcia Barbosa afirma que os recursos atuais garantem apenas gastos essenciais e que o planejamento de 2026 já nasce comprometido.
Também enfrentam cortes a UFPel, Furg, Ufsm, Ufcspa e Unipampa, com reduções entre 6,67% e 7,19%. O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (Ifrs) registra diminuição de 7,21%, cerca de R$ 85 milhões, segundo o reitor Júlio Heck. Um levantamento da Andifes aponta um corte de R$ 6,43 bilhões no orçamento das universidades em todo o país. Reitores destacam que a assistência estudantil seguirá como prioridade, mas alertam para prejuízos no ensino, na pesquisa e nos serviços prestados à sociedade.
