Ação aconteceu na madrugada deste sábado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 3, que forças norte-americanas realizaram uma operação militar na Venezuela durante a madrugada, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro. Segundo o anúncio, a ação teria ocorrido em Caracas e envolvido unidades de segurança dos Estados Unidos.
Relatos preliminares indicam que uma série de explosões foi ouvida na capital venezuelana ao longo de cerca de 30 minutos. Moradores de diferentes regiões da cidade mencionaram tremores, intenso sobrevoo de aeronaves e interrupções no fornecimento de energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.
Trump não informou para onde Maduro e sua esposa teriam sido levados, limitando-se a afirmar que a operação foi conduzida com o apoio das forças de segurança americanas. De acordo com o governo dos EUA, o líder venezuelano seria encaminhado para responder à Justiça norte-americana.
Em Caracas, a vice-presidente Delcy Rodríguez declarou desconhecer o paradeiro de Maduro e exigiu do governo dos Estados Unidos a apresentação de uma prova de vida. O governo venezuelano classificou a ação como uma agressão externa e solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
A Rússia condenou duramente a operação. Em nota, o governo de Vladimir Putin classificou o episódio como um “ato de agressão armada” e afirmou que qualquer justificativa para a ação seria “insustentável”. Moscou reiterou apoio à soberania venezuelana e defendeu que a América Latina permaneça como uma “zona de paz”, pedindo que a crise seja resolvida por meio do diálogo e sem escalada militar.
