Caso mais sério é o de uma menina de 12 anos, que sofreu queimaduras no tórax
Um surto de queimaduras por caravelas-portuguesas e águas-vivas atingiu a Praia do Cassino, em Rio Grande, nesta semana. Durante o feriado de Nossa Senhora dos Navegantes, na segunda-feira, 2, foram registrados 576 casos.
Ao todo, dez pessoas precisaram ser encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cassino, sendo nove em estado moderado. O caso mais sério é o de uma menina de 12 anos, que sofreu queimaduras no tórax.
A caravela-portuguesa é um organismo marinho do mesmo grupo das águas-vivas. É frequentemente encontrada em águas quentes, como as do nordeste brasileiro. Ela se destaca por ser mais agressiva que outras espécies, possuindo células urticantes que liberam um veneno com potente ação neurotóxica, capaz de afetar o sistema nervoso e a musculatura. O contato com a caravela-portuguesa causa uma lesão de pele extremamente dolorida, cujas marcas podem durar semanas ou até meses.
O encontro de caravelas no Sul está ligada a fatores oceanográficos e meteorológicos. O último ano com grande incidência de caravelas na região foi 2022.
Os guarda-vidas orientam a população a não tocar nas caravelas, nem mesmo quando os animais estiverem encalhados na areia da praia.
Em caso de queimadura, a recomendação é:
- Não esfregar a pele;
- Retirar os tentáculos que possam ter ficado presos com a ajuda de um objeto rígido, como um cartão;
- Aplicar vinagre no local para neutralizar a toxina.
- Se a vítima apresentar sintomas mais graves, como febre, vômitos ou desmaio, deve procurar atendimento médico imediatamente.
