Prefeito de Bento Gonçalves destaca a importância da fiscalização no programa social
O prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, voltou a defender com firmeza a fiscalização na concessão de recursos do Bolsa Família e a valorização do trabalho como eixo central das políticas públicas. Segundo ele, é preciso romper com o que classifica como uma política assistencialista excessiva.
“Sou contra a esquerda, contra essa história de cada vez mais. Eu sou a favor do trabalho. Quem defende o trabalho, eu estou junto. Precisamos dar uma guinada para uma linha mais firme de segurança pública, valorização do cidadão de bem e combate à malandragem. Tratar marginal como marginal e valorizar quem trabalha”, afirmou.
Diogo destacou que Bento Gonçalves hoje possui o menor número de beneficiários do Bolsa Família entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Atualmente, cerca de 1.300 famílias recebem o benefício em uma cidade com aproximadamente 127 mil habitantes. Para ele, o principal fator para esse resultado foi a intensificação da fiscalização.
“O Bolsa Família deve atender quem realmente precisa, como mães com vários filhos. Mas o adulto saudável, que pode trabalhar, precisa sair do programa o quanto antes. Se não sair por vontade própria, o poder público tem que tomar providências. Todo adulto tem que trabalhar”, disse.
O prefeito também criticou o que chamou de “coitadismo” e afirmou que benefícios prolongados acabam mantendo pessoas em situação de dependência. “São pessoas que poderiam estar com carteira assinada, crescendo profissionalmente, mas preferem ficar presas a benefícios. Isso é mediocridade, porque elas poderiam estar muito melhor.”
Ele citou ainda ações semelhantes adotadas em municípios da Serra Gaúcha, como Farroupilha, Caxias do Sul, Garibaldi e Carlos Barbosa, defendendo uma atuação conjunta entre as cidades. Segundo Diogo, se os índices desses municípios fossem somados, a região teria o menor número de beneficiários do Bolsa Família do país.
“É por isso que empresas crescem aqui e as pessoas querem morar na Serra. Aqui tem trabalho. Não temos vergonha de dizer que valorizamos quem trabalha e não compactuamos com malandragem”, reforçou.
Por fim, o prefeito declarou ser radicalmente contra a criação de novos benefícios sociais. “Quem paga essa conta é o próprio povo. Estamos num momento em que precisamos cortar benefícios e valorizar o trabalho. Se o Brasil seguisse o exemplo da Serra Gaúcha, já seríamos uma potência mundial.”
