Sindicato reforçou que a alteração deve considerar dados atualizados de 2025
O Sindicato dos Servidores Municipais de Farroupilha (Sismuf) solicitou que o prefeito Jonas Tomazini aguarde o novo cálculo atuarial de 2025 antes de avançar com o ajuste do Fundo de Previdência. A presidente Beatriz Sosnoski afirmou que a alíquota de 66,40% apresentada pelo município não reflete a situação real e se baseia em dados defasados.
Beatriz esclareceu que a alíquota incide sobre a folha de pagamento dos servidores ativos e não sobre o orçamento municipal. Hoje, os servidores pagam 14%, enquanto a alíquota normal da Prefeitura é de 14,40%. Ela compara ainda com o Inss, onde as empresas contribuem entre 20% e 28%, ressaltando a necessidade de revisão.
O sindicato também apontou que a alíquota elevada decorre de dívidas históricas com o Fundo de Previdência. Entre 1993 e 2005, gestores deixaram de contribuir regularmente, e recursos do fundo foram usados para outros fins. Em 2005, o município passou a arcar com aposentadorias e pensões de servidores que nunca contribuíram, ampliando a responsabilidade financeira.
Beatriz destacou que, nos últimos dez anos, os investimentos do fundo não atingiram a meta atuarial prevista. Ela atribuiu a alta da alíquota à má gestão e aos indicados dos prefeitos, responsáveis pela administração do fundo. Para o Sismuf, o ajuste com base nos números de 2024 não apresenta a realidade atual.
O sindicato informou que mantém diálogo com a categoria e ainda não definiu ações concretas. No entanto, a presidente reforçou que qualquer medida será construída junto aos servidores, respeitando a deliberação coletiva antes de eventual mobilização.
