Secretário critica politização do tema e ressalta que projeto visa garantir moradia digna às famílias farroupilhenses
O secretário de Obras e Trânsito de Farroupilha, Matheus Paim, reagiu às manifestações e críticas sobre o projeto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida, previsto para algumas localidades do município, entre elas, o Loteamento Altos da Julieta. Ele afirmou que trata o assunto “com tristeza”, destacando que o debate tem sido conduzido de forma política e distante da real necessidade das famílias de baixa renda.
Paim lembrou que o governo municipal foi recentemente reconhecido pela entrega de 32 moradias através do programa A Casa é Sua, em parceria com o governo do Estado. “Depois de muitos anos, conseguimos entregar casas sem custo para as famílias. Foi um marco importante para que os farroupilhenses realizassem o sonho da moradia própria”, frisou.
Durante entrevista à Rádio Spaço FM, o secretário lamentou o uso político do tema por parte da oposição. “Nós temos a classe política opositora da cidade, não opositora ao governo Jonas, mas sim à comunidade. Quem se inscreve em um projeto habitacional e sonha com ele. não pode ser usado como massa de manobra política eleitoral antecipada”, afirmou.
Apesar das críticas, Paim reconheceu que há preocupações legítimas dos moradores sobre infraestrutura, água e energia na área. Contudo, reforçou que o governo tem histórico de levar desenvolvimento urbano às regiões contempladas com projetos habitacionais. “Onde o nosso governo investiu, houve avanço — seja em casas, urbanização ou praças públicas. No A Casa é Sua, por exemplo, os bairros vizinhos receberam pavimentação e melhorias que beneficiaram toda a comunidade”, pontuou.
O secretário ainda explicou que o projeto no Altos da Julieta está em fase de estudos técnicos e administrativos. Segundo ele, a Prefeitura busca viabilizar o cadastramento de 150 moradias junto ao Ministério das Cidades. “Não há nada definido. O que está sendo feito é um processo necessário para preparar a legislação e permitir que, futuramente, o município possa receber os recursos”, garantiu.
Por fim, Paim destacou que o município possui poucas áreas públicas disponíveis para habitação popular, o que limita as opções de implantação. “Farroupilha não tem muitos terrenos públicos. Trabalhamos dentro das possibilidades, com responsabilidade técnica e social. Este não é um projeto de governo, é um projeto de cidade, que pensa em quem mais precisa”, concluiu.
