Evento ocorreu neste sábado no bairro Industrial
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), por meio do Instituto de Informática, desenvolve um projeto que alia inclusão digital, formação profissional e sustentabilidade. A iniciativa promove o reaproveitamento de equipamentos eletrônicos, especialmente computadores que seriam descartados, e os transforma em ferramentas de aprendizado e capacitação para jovens e adultos.
Neste sábado, 18, em Farroupilha, uma equipe de técnicos e professores da Universidade, colocaram o projeto em prática no bairro Industrial, para cerca de oito jovens.
De acordo com o professor Renato Ribas, responsável pelo projeto, muitos computadores considerados sem utilidade ainda têm uma longa vida útil. “Trocando o sistema operacional, de Windows para Linux, por exemplo, é possível recuperar a máquina e colocá-la novamente em funcionamento”, explicou.
O trabalho tem caráter educativo e pode ser realizado por qualquer pessoa a partir dos 14 ou 15 anos, sem necessidade de formação técnica. As oficinas são práticas, com foco na desmontagem e montagem dos equipamentos, e a teoria é integrada ao processo. “A ideia é aprender fazendo. A teoria vem junto, mas é mão na massa”, destacou o professor.
Além de reduzir o descarte eletrônico e contribuir com o meio ambiente, o projeto também gera oportunidades sociais e econômicas. Jovens capacitados podem atuar no conserto e recuperação de computadores, prestando serviços autônomos ou ingressando no mercado formal. “Já tivemos casos de alunos que conseguiram colocação no serviço militar por conta da experiência adquirida nos cursos”, comentou Ribas.
Esta é a primeira vez que a equipe da Ufrgs realiza o projeto em Farroupilha. A universidade já desenvolveu ações semelhantes em comunidades de Porto Alegre, como Mário Quintana, Zona Sul, e Morro da Cruz. A continuidade das atividades depende da parceria local e da doação de equipamentos usados.
“Fica o convite à comunidade, empresas e escritórios. Todo mundo tem aquele computador parado, que não usa mais. Ele pode ajudar a formar jovens e ainda evitar o desperdício”, concluiu o professor.
Em Farroupilha o projeto é desenvolvido no bairro Industrial com o apoio da Associação dos Moradores, liderado pelo presidente da entidade, Gerson Werner.
