Filha do réu disse à Justiça que foi induzida a mentir durante o processo
Um homem condenado a 16 anos de prisão por estupro de vulnerável contra a própria filha foi absolvido depois que a vítima admitiu ter mentido durante o processo. As informações são do portal G1. Ele foi solto no dia 15, após passar oito meses na Penitenciária Estadual de Charqueadas.
Conforme a decisão, a filha do réu, hoje adulta, relatou à Justiça que foi induzida pela mãe a denunciar o pai quando tinha 11 anos. A suposta vítima repetiu as acusações durante o processo, que durou mais de 10 anos. No entanto, decidiu se retratar quando soube que o pai havia sido preso, em abril de 2025.
“A minha mãe queria dar um susto no meu pai, sabe? Todo mundo queria assustar ele, e eu nunca imaginei que ia chegar nesse nível”, diz um trecho do depoimento divulgado pelo G1.
No trecho, a filha do réu diz ainda: “Como fiquei sabendo depois, me comunicaram que ele tinha sido preso e tudo mais. Daí foi aonde eu [pensei]: ‘Não, pera aí, eu vou pegar e vou dar um jeito de procurar ajuda de algum lugar e vou esclarecer isso aí’.”
Ainda de acordo com a decisão, a mulher contou que havia problemas entre a família da mãe e o pai, e que desde criança usava medicamentos antidepressivos, que a deixavam desconectada da realidade.
Diante da nova versão, a advogada do réu entrou com um pedido de revisão criminal. A maioria dos desembargadores do 3º Grupo Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul votou pela absolvição e soltura.
