Celestino Oscar Loro comandou última Reunião Almoço nessa segunda-feira
O presidente da CIC Caxias, Celestino Oscar Loro, fez um balanço dos quatro anos à frente da entidade, destacando conquistas, desafios e o sentimento de dever cumprido que marca o encerramento de sua gestão. Segundo Loro, o período foi marcado por intenso trabalho coletivo envolvendo mais de 300 lideranças que integram conselhos, diretorias e representações da instituição.
“Foi um privilégio pessoal muito grande liderar a entidade nesses quatro anos. Espero ter deixado uma contribuição para o movimento empresarial, principalmente em um momento tão transformador para todos nós”, afirmou. Ele destacou que o cenário político nacional, os desafios internos das empresas, as transformações tecnológicas, como a inteligência artificial, o avanço do online e a indústria 4.0, além de questões estruturais como o custo Brasil e a escassez de mão de obra, fizeram parte constante da pauta da gestão.
Loro enfatizou que nenhuma entrega foi individual. “Cada liderança contribuiu dentro da sua área, infraestrutura, ESG, cultura, educação, para qualificar o ecossistema de negócios”, disse.
Momentos mais difíceis
Ao recordar os desafios mais marcantes, o presidente destacou as catástrofes climáticas que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024. Ele relembrou os dias 1º e 2 de maio como os mais críticos: “Chegou um momento em que toda a Serra Gaúcha estava sitiada. Recebíamos ligações relatando quedas de pontes, estradas interditadas. Foi um cenário jamais visto.”
A mobilização começou já no fim de semana, e na segunda-feira cerca de 50 lideranças estavam reunidas na sede da CIC. “Todos simplesmente retiraram seus crachás e se uniram para pensar soluções. Dali nasceu o primeiro movimento de superação da Serra Gaúcha. Mais do que a operação, o que marcou foi a união do setor empresarial”, relatou.
Loro também apontou o período das eleições presidenciais como outro momento de grande tensão, exigindo equilíbrio e firmeza diante da polarização política.
Ponto alto da gestão
Para o presidente, o maior legado está na transformação institucional e na renovação de propósitos dentro da CIC. Ele cita a modernização tecnológica, a atualização estrutural e o alinhamento da entidade ao seu tempo como conquistas significativas, assim como mudanças culturais internas.
“Cada vez que a CIC se posiciona, ela é escutada. Trabalhamos para reforçar esse papel, honrando nossas bandeiras históricas e garantindo que a entidade siga sendo respeitada”, afirmou.
