Glória Menegotto e a vereadora Fernanda Corrêa participaram do Fim de Expediente
A pré-candidata a deputada estadual Glória Menegotto destacou sua atuação quando era secretária de Habitação de Farroupilha, reforçando o compromisso com fiscalização e políticas públicas voltadas à moradia digna.
Segundo ela, durante sua gestão, houve um trabalho rigoroso de controle em áreas irregulares. “Desde o primeiro dia em que assumi, exerci a fiscalização. Chegamos a impedir a construção de 162 moradias irregulares. Hoje, infelizmente, não vemos mais esse tipo de fiscalização acontecendo”, afirmou.
Apesar disso, Glória ressaltou que não é contra as famílias que vivem nessas áreas. Pelo contrário, defende soluções que garantam dignidade: “Essas pessoas estão ali porque precisam. Querem uma moradia digna e muitas vezes não têm condições de pagar. Hoje, sou a favor dessas famílias e do direito que elas têm de permanecer enquanto não houver alternativa adequada”, declarou.
Ela citou como exemplo a Vila Esperança, ocupação que existia há cerca de 30 anos e que foi regularizada durante sua gestão. “Mais de 90 famílias foram beneficiadas, além da construção de novas casas. Hoje, essas pessoas têm escritura, pagam IPTU, água e luz. Isso é dar dignidade”, destacou. Outro caso mencionado foi o bairro São Roque, também regularizado.
Glória defendeu a regularização fundiária como principal caminho para resolver o problema das ocupações irregulares. “Onde for possível regularizar, deve ser feito. Onde não for, é preciso retirar as famílias com planejamento e oferecer alternativas habitacionais dentro do município”, explicou.
A vereadora Fernanda Corrêa reforçou a posição conjunta. “Somos a favor da fiscalização, mas também da regularização, para garantir infraestrutura adequada. Não se resolve simplesmente retirando essas pessoas sem oferecer solução”, frisou.
Entre as propostas, Glória mencionou a criação de loteamentos populares, onde as famílias possam adquirir seus terrenos de forma acessível. “Não sou a favor de dar de graça, mas sim de criar condições para que as pessoas paguem, seja em 10, 12 ou 20 anos”, afirmou.
Outro ponto abordado foi a articulação com o Governo Federal. Glória relatou que, junto com Fernanda Corrêa, esteve em Brasília buscando recursos para habitação. “Levamos a demanda de 150 moradias e entregamos diretamente ao então ministro. Há um compromisso de que essas casas venham para o município”, salientou.
Ela também relembrou a atuação na liberação de projetos habitacionais que estavam parados, como o caso de 32 casas já entregues. “Fui atrás, destravei o processo, mas nem fui convidada para a entrega. Mesmo assim, o importante é que o projeto saiu do papel”, pontuou.
Por fim, Glória reforçou sua visão sobre a política. “Nunca cobrei nada de ninguém. O papel do político é apresentar trabalho e resultado”, finalizou.
