Edgar Pretto participou de entrevista na Rádio Spaço
O pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Edgar Pretto (PT), em entrevista reproduzida na manhã desta sexta-feira, 12, fez duras críticas à atual gestão estadual e ao plano de concessões rodoviárias em andamento. Segundo ele, o governo comandado por Eduardo Leite estaria priorizando interesses das concessionárias e preparando um aumento significativo no número de praças de pedágio no estado.
O pré-candidato iniciou questionando a efetividade da administração estadual. Para ele, o governo é muito bom de marketing e propaganda, mas não entrega resultados proporcionais na vida real das pessoas. Em seguida, afirmou que sua bancada acompanha com preocupação o avanço do novo modelo de concessões.
De acordo com suas declarações, o governador Eduardo Leite e o vice Gabriel Souza pretendem encerrar o mandato com 58 praças de pedágio, número superior ao registrado durante o governo Antônio Britto, que implantou 32 estruturas. “Os novos reizinhos do pedágio serão Eduardo Leite e Gabriel”, afirmou. Embora tenha defendido a importância de parcerias público privadas, o pré-candidato argumentou que o modelo atual seria desequilibrado. Ele classificou as tarifas como muito caras e destacou que as obras previstas seriam insuficientes diante do custo repassado à população. “É um negócio que fica bom para um lado só. Quem paga a conta é a população”, declarou.
O pré-candidato também citou uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que teria sugerido tarifa de R$ 0,17 por quilômetro nas novas concessões. Segundo ele, o governo teria optado por um valor muito superior. “O Eduardo Leite disse: ‘não, é muito pouco, nós vamos cobrar R$ 19’. Para quê? Para garantir mais lucro para as concessionárias”, ressaltou.
Durante a entrevista, ele defendeu que o Rio Grande do Sul precisa de um projeto de desenvolvimento que trate os setores produtivos como parceiros e não como adversários. O pré-candidato comparou o desempenho econômico do estado ao de Paraná e Santa Catarina e frisou que o RS estaria puxando a economia da região Sul para baixo.
Ele também mencionou o cenário nacional, afirmando que a economia brasileira cresceu acima de 3% nos últimos dois anos, contrariando previsões de mercado. Para ele, o estado precisa retomar a excelência que já teve no contexto regional e nacional.
