Nove pessoas foram presas
A Polícia Civil gaúcha deflagrou nesta quarta-feira, 10, a Operação Máscara, ofensiva que mira uma organização criminosa especializada no golpe do “Falso Familiar” — quando golpistas se passam por filhos ou parentes pedindo dinheiro por mensagem, alegando emergência.
A ação foi coordenada pela 3ª DP de Canoas e contou com apoio do Ciberlab do Ministério da Justiça, da Polícia Civil de Goiás e do Mato Grosso, mobilizando cerca de 80 agentes nos três estados. Nove suspeitos foram presos e diversos materiais usados nos golpes foram apreendidos.
A investigação durou um ano e revelou uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções e amplo uso de contas digitais e boletos para dificultar o rastreamento do dinheiro. Em um dos casos que motivaram o inquérito, um morador do Rio Grande do Sul perdeu R$ 10.135,00 acreditando ajudar o próprio filho.
A operação teve foco em Goiás, de onde a quadrilha operava, e cumpriu:
- 9 prisões temporárias;
- 20 mandados de busca e apreensão;
- bloqueio de 9 contas bancárias usadas no esquema.
Segundo a Delegada Luciane Bertoletti, a integração entre as polícias e o apoio técnico do Ciberlab foram essenciais para atingir não só os executores, mas também a estrutura financeira da rede criminosa. O Delegado Cristiano Reschke destacou que a ação reforça a importância da inteligência e da cooperação para combater fraudes digitais.
A Polícia Civil seguirá analisando o material apreendido e rastreando o fluxo financeiro para identificar outros envolvidos.
