Celestino Loro defende pacificação nacional em meio a julgamento histórico do STF
Em meio ao julgamento que pode definir o futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da CIC de Caxias do Sul, Celestino Loro defendeu nesta quarta-feira, 10, a necessidade de pacificação social e de debates mais profundos sobre os rumos do país.
Segundo Loro, o julgamento, cujo placar está 2 a 1 pela condenação, é histórico e vai marcar a sua época. Para ele, no entanto, é preciso aguardar a conclusão do processo, inclusive sobre a dosimetria das penas e o regime de eventual cumprimento. “Estamos no meio de um processo que ainda é um pouco longo e que precisa virar esta página da história, seja para um lado ou para o outro. A sociedade não pode conviver eternamente com essa luta fratricida”, declarou.
Ele criticou a polarização atual, afirmando que os brasileiros vibram mais com a derrota do outro do que com a própria vitória e destacou que o momento deveria ser de união nacional. “Não pode haver brasileiros torcendo contra brasileiros”, ressaltou
Loro defendeu que, em vez de personalizar as disputas políticas, o Brasil deveria discutir projetos estruturantes para enfrentar o déficit público, melhorar a educação, reduzir a dependência de programas sociais e ampliar sua competitividade no mercado internacional.
Ao comentar o voto do ministro Luiz Fux, contrário à condenação, o político disse não ser do ramo do direito e estar na mesma arquibancada que 95% dos brasileiros. Para ele, causa preocupação o fato de os ministros do STF apresentarem olhares completamente diferentes sobre o mesmo fato. “A justiça, por essência, é cega, é surda e deveria falar apenas nos autos dos processos. Divergências existem, mas não podem ser em polos opostos sobre o mesmo assunto”, afirmou.
Para Loro, o pano de fundo do julgamento deve ser a busca por pacificação social e a retomada de um debate propositivo sobre os rumos do país. “O que me interessa é procurar soluções para o Brasil, discutir projetos e não pessoas”, concluiu.
