Gestor eleito assumirá entidade em janeiro de 2026
O novo presidente do Mobi Caxias, Jaime Marchet, afirmou em entrevista à Spaço FM, que a principal missão da entidade nos próximos meses será reforçar a cobrança por avanços na infraestrutura da região especialmente nas obras previstas no contrato de concessão das rodovias estaduais administradas pela Concessionária da Serra Gaúcha (CSG). Segundo ele, o movimento será reconduzido para priorizar temas estratégicos que impactam diretamente o desenvolvimento regional.
“Precisamos concentrar esforços em questões muito específicas, principalmente ligadas à infraestrutura, que são demandas importantes não só para Caxias, mas para toda a região. O aeroporto, as estradas e o Porto Meridional são temas amplamente discutidos e que precisam ser reforçados junto aos governos estadual, federal e municipal”, destacou Marchet.
Ele lembra que o Mobi Caxias não atua como um grupo de poder que substitui uma gestão por outra, mas como uma continuidade de trabalho coletivo. “Somos uma troca de comando, mas não uma ruptura. Seguimos construindo, ajustando rotas e ouvindo a sociedade para definir prioridades.”
Infraestrutura como eixo central
Para Marchet, a infraestrutura será o foco principal da nova gestão. “É o ponto fundamental. Vamos buscar atender a todas as demandas, mas com um foco muito específico e forte na infraestrutura”, afirmou.
Nesse sentido, o Mobi Caxias tem intensificado a cobrança pela continuidade das obras previstas no contrato de concessão da CSG. “Nos juntamos a todas as forças para que aconteça aquilo que foi programado, previsto e prometido. Precisamos entender por que determinadas melhorias ainda não avançaram. Isso é central”, salientou.
As obras de grande porte, como duplicações, viadutos e elevados, seguem no radar da entidade. No entanto, Marchet reforça que é necessário avaliar o que está efetivamente previsto em contrato e considerar o impacto dos eventos climáticos extremos de 2024, que exigiram da concessionária ações emergenciais não previstas inicialmente.
Prorrogação de prazos e ressarcimentos
Sobre a solicitação de prorrogação de prazo por parte da CSG, Marchet avalia que é preciso compreender os motivos antes de qualquer posicionamento definitivo. Segundo ele, a concessionária realizou investimentos significativos para manter o acesso à região após as enchentes, despesas que, segundo o presidente, não estavam previstas contratualmente.
“A CSG fez um desembolso importante para garantir a continuidade da mobilidade na região, e agora aguarda o ressarcimento por parte do Estado. É preciso entender esses números e buscar soluções concretas. Não podemos imaginar que as obras aconteçam sem recursos, é uma empresa, com metas e obrigações, e tudo precisa seguir o que foi combinado”, justificou.
Marchet citou que, conforme informações que circulam publicamente, a CSG investiu cerca de R$ 215 milhões em ações emergenciais e o governo aprovou recentemente cerca de R$ 80 milhões em ressarcimentos. “Precisamos compreender esse cenário e trabalhar para que os entraves sejam solucionados”, concluiu.
