Parlamentar alerta que ação dos Estados Unidos pode abrir precedente para interesses em riquezas estratégicas, incluindo a Amazônia
O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT) avalia que a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, realizada no dia 3 de janeiro em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos, não representa justiça ao povo da Venezuela e pode aprofundar a crise no país. Para o parlamentar, apesar de Maduro não merecer qualquer complacência, a população venezuelana tende a arcar com as consequências políticas, econômicas e humanitárias da ação americana.
A ofensiva retirou Maduro do poder e o levou aos Estados Unidos para responder acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Com a deposição, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o governo, enquanto a legalidade da operação divide a comunidade internacional e gera tensão diplomática na América do Sul.
Segundo Pompeo, a motivação central da ação não está na defesa da democracia, mas no interesse pelas riquezas naturais da Venezuela, especialmente o petróleo. O deputado afirma que o país vizinho corre o risco de trocar uma ditadura interna por uma submissão externa, o que pode agravar ainda mais o sofrimento da população e provocar reflexos regionais. “Maduro caiu de podre, mas o povo venezuelano vai pagar a conta”, frisou.
Ao projetar os impactos para o Brasil em 2026, Pompeo defendeu que o país mantenha uma postura de diálogo e respeito mútuo, sem abrir mão da soberania. Para o parlamentar, o Brasil é uma nação de paz e precisa cuidar de seu território, de suas riquezas e de seu povo, cobrando o mesmo comportamento das grandes potências no cenário internacional. “Hoje foi o petróleo deles, amanhã pode ser a nossa Amazônia”, definiu.
