Magistrado confirma interesse em novas promoções na carreira e destaca bom desempenho da Comarca no município
O juiz Enzo Carlo Di Gesu, titular da Comarca de Farroupilha, esclareceu nesta semana os rumores sobre uma possível saída do município. O magistrado confirmou que chegou a se inscrever em um edital de promoção do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), mas que o processo já foi concluído e outro colega foi promovido. Com isso, ele seguirá atuando em Farroupilha em 2025.
“É comum que, quando sai um edital, as pessoas comentem que o juiz vai sair. Talvez seja por isso que surgiram alguns comentários, mas não houve nenhum boato com má intenção. Eu realmente estava inscrito no edital, que já foi julgado, e um colega foi promovido. Então, por ora, permaneço em Farroupilha”, explicou o juiz.
Segundo Di Gesu, as promoções na magistratura seguem regras próprias. “A carreira do juiz é diferente de outras. Para progredir, é necessário mudar de comarca. Então, fico no aguardo de novos editais, mas no momento não há nenhum aberto”, afirmou.
O magistrado também explicou que a abertura e o julgamento desses editais dependem exclusivamente do Tribunal de Justiça e da Corregedoria-Geral da Justiça. Ele comentou ainda sobre a recente reclassificação de algumas comarcas gaúchas. “A Assembleia Legislativa aprovou alterações, e Bento Gonçalves, por exemplo, passou de intermediária para entrância final, que é praticamente o último degrau da carreira de juiz de primeiro grau. Farroupilha, por sua vez, permanece como comarca intermediária, de acordo com critérios como número de processos e população atendida”, detalhou.
Com quase cinco anos de atuação em Farroupilha, Di Gesu destacou o bom desempenho do Fórum local, que mantém reconhecimento dentro do Judiciário gaúcho. “Quando cheguei, foi bem na pandemia. O Fórum sempre foi uma referência e continua sendo. Inclusive, a Corregedoria esteve aqui recentemente e fez elogios ao trabalho da equipe. Temos que agradecer o empenho de todos os colegas, a doutora Bruna, o doutor Mário e demais servidores, que se dedicam tanto ao andamento dos processos quanto às demandas sociais que chegam ao Judiciário”, afirmou.
Sobre o funcionamento do fórum, o juiz destacou que quase todos os processos já tramitam de forma eletrônica, o que agiliza os trabalhos. “Hoje, praticamente tudo é online. As audiências ainda ocorrem de forma presencial em alguns casos, mas o andamento dos processos é eletrônico, o que facilita muito o acesso para as partes e para os advogados. O fechamento temporário do Fórum foi justamente para digitalizar os processos físicos que restavam e arquivar os que já estavam concluídos”, explicou.
Falando sobre a vara criminal e o juizado especial, o juiz reconheceu que o principal desafio é o grande volume de audiências. “Temos cerca de 3.200 processos em andamento e apenas um juiz para conduzir as audiências. É um trabalho intenso, que demanda tempo. Só hoje, por exemplo, havia 13 pessoas agendadas para serem ouvidas”, contou.
Apesar da alta demanda, Di Gesu destacou a celeridade da Comarca de Farroupilha. “Os processos criminais urgentes têm andamento muito rápido, com média de quatro meses de tramitação. No Juizado Especial Cível e no G-CRIM, a média é de cerca de seis meses para conclusão, o que é um resultado muito positivo”, avaliou.
O magistrado encerrou destacando a confiança no trabalho desenvolvido. “Acredito que o povo de Farroupilha está bem atendido. Sempre existirão descontentamentos, porque na Justiça há quem ganhe e quem perca, mas o importante é que o serviço seja prestado com seriedade e rapidez, e isso nós temos conseguido”, concluiu.
