Damaris da Rosa não resistiu às complicações de câncer no colo do útero, descoberto durante a prisão preventiva
Damaris Vitória Kremer da Rosa, de 26 anos, morreu dois meses após ser absolvida pelo júri, em Araranguá (SC). Ela esteve presa preventivamente por seis anos, acusada de envolvimento no homicídio de Daniel Gomes Soveral, em Salto do Jacuí (RS). O sepultamento ocorreu na última segunda-feira, 27, no Cemitério Municipal de Araranguá.
Durante o período na prisão, Damaris apresentou sintomas como dores e sangramentos, que indicavam o avanço do câncer. A mulher havia sido denunciada pelo Ministério Público em 2019, que alegou que Damaris teria planejado o homicídio em conjunto com outras duas pessoas, incluindo o namorado na época, Henrique Kauê Gollmann, que teria efetuado o disparo, enquanto Wellington Pereira Viana auxiliou na organização do crime.
Apesar desses relatos, os laudos apresentados pela defesa não foram aceitos como comprovação de doença grave. O Ministério Público considerou os documentos “meros receituários médicos, sem diagnóstico”, e pedidos de revogação da prisão foram negados até março de 2025, quando o quadro clínico se agravou e a prisão foi convertida em domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
O júri popular ocorreu em 13 de agosto de 2025, e o Conselho de Sentença absolveu Damaris de todas as acusações, reconhecendo que ela não teve participação no crime. A defesa afirmava que a jovem apenas relatou a Henrique um suposto estupro sofrido pela vítima, e que ele teria cometido o homicídio em retaliação.
A morte de Damaris gerou grande comoção em Balneário Arroio do Silva, cidade onde morava com a família. Amigos e moradores prestaram homenagens nas redes sociais, destacando sua coragem e simpatia durante o tratamento. Mensagens de solidariedade expressaram pesar pelo sofrimento enfrentado e conforto aos familiares.
