Segundo prefeitura, elevação do benefício para R$ 1.899 mensais resultaria em um impacto anual de R$ 70 milhões apenas na administração direta
A Prefeitura de Caxias do Sul apresentou, na manhã desta segunda-feira, 9, um levantamento sobre o impacto financeiro para o Município caso a Câmara de Vereadores derrube o veto do prefeito Adiló Didomenico ao projeto de lei que propõe o aumento do auxílio-alimentação dos servidores.
De acordo com os dados apresentados, a elevação do benefício para R$ 1.899 mensais resultaria em um impacto anual de R$ 70 milhões apenas na administração direta. Segundo a secretária de Administração, Tecnologia e Inovação, Grégora Fortuna dos Passos, na administração indireta o impacto financeiro seria de R$ 7 milhões por ano.
Atualmente, o auxílio-alimentação dos servidores municipais é de R$ 867 mensais. No âmbito da negociação salarial de 2025, a Administração Municipal já assumiu o compromisso de reajustar o valor para R$ 949 a partir de abril, equiparando-o ao benefício pago aos servidores da Câmara de Vereadores.
Para fins de comparação, considerando a aplicação da correção da inflação (previsão do IPCA de 4,26%), o valor mensal passaria a R$ 1.979 resultado em um impacto no valor de R$ 81 milhões considerando todo o Executivo (administração direta e indireta). Com esse montante será necessário fazer um reajuste estimado de 52% no IPTU de 2027.
A Administração Municipal reforça que a eventual derrubada do veto implicaria a criação de uma despesa não prevista no orçamento vigente e em patamar incompatível com a capacidade financeira do Município. A medida poderia comprometer o cumprimento de obrigações já assumidas e agravar a situação fiscal, especialmente diante de passivos relevantes, como o caso Magnabosco.
