Três pessoas foram indiciadas
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o incêndio que atingiu o Castelo de Gelo, em construção em Gramado, e indiciou três pessoas por furto qualificado, falsidade ideológica e incêndio culposo. Os investigados são dois funcionários e um terceirizado da empresa Dufrio, responsável pela instalação das câmaras frias do icebar.
Segundo a polícia, os indiciados teriam furtado o equipamento Sitrad, considerado a ‘caixa-preta’ das máquinas de refrigeração, essencial para identificar a origem das chamas. Sem ele, o Instituto-Geral de Perícias não conseguiu apontar a causa do sinistro. O dispositivo foi retirado um dia após o incêndio e devolvido apenas dois meses depois, após intimação policial.
O empresário e presidente da Hector Studios, Eduardo Kny, afirmou que o acesso ao local ocorreu mediante identificação indevida e revelou que o empreendimento não tinha seguro, resultando em prejuízo de R$ 25 milhões.
A Dufrio nega as acusações e considera o indiciamento ‘precoce e equivocado’. Em nota, a empresa afirma que a retirada do Sitrad foi feita com autorização dos proprietários e dos Bombeiros, com o objetivo de preservar informações para esclarecer o caso.
O incêndio ocorreu em 9 de outubro de 2025, durante testes do sistema de congelamento, e foi controlado apenas na manhã seguinte pelo Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido. O parque, inspirado na história de A Bela e a Fera, teria 1,2 mil metros quadrados e inauguração estava prevista para novembro de 2025, mas segue sem nova data definida.
