Espaço irá receber mais de R$ 200 mil ao mês do governo estadual
O Hospital São Carlos inaugurou nesta quinta-feira, 19, o novo ambulatório especializado no tratamento de feridas crônicas e complexas. O serviço, que já está em funcionamento junto ao Centro de Especialidades da instituição, oferece atendimento pelo SUS e convênios, com previsão de mais de 140 consultas mensais, sendo 40 delas destinadas a primeiras avaliações. O espaço irá receber um aporte de mas de R$ 200 mil por mês do governo do RS.
O ambulatório foi criado para atender pacientes com lesões de difícil cicatrização, como úlceras por pressão, feridas vasculares, pé diabético e complicações pós-cirúrgicas. O objetivo é garantir acompanhamento contínuo sem necessidade de internação, reduzindo riscos de infecções, amputações e internações prolongadas.
Para isso, o hospital estruturou uma equipe multidisciplinar formada por médico especialista em Cirurgia Vascular, enfermeiros em Estomaterapia, nutricionista, assistente social e técnicos de enfermagem. Os atendimentos priorizam casos de alto e muito alto risco, conforme critérios do Sistema Oficial de Regulação (Gercon), que organiza o fluxo de pacientes do SUS.
A superintendente da instituição, Janete Toigo, destacou que o ambulatório representa um avanço para toda a região da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde, que abrange 49 municípios. “Ao oferecer atendimento especializado e contínuo para feridas de difícil cicatrização, daremos qualidade de vida aos pacientes e evitaremos deslocamentos para outras regiões do estado”, afirmou.
A inauguração contou com a presença da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, que participou da assinatura do convênio com o SUS.
Feridas crônicas: um desafio de saúde pública
Segundo a Associação Brasileira de Estomaterapia (Sobest), feridas crônicas representam a perda da integridade da pele causada por fatores externos, como traumas e cirurgias, ou internos, relacionados a doenças como diabetes, hipertensão, vasculopatias e obesidade. Por seu caráter multifatorial, essas lesões comprometem a qualidade de vida dos pacientes e sobrecarregam os sistemas de saúde, configurando um problema de saúde pública.
