Parlamentar aponta excessos em investigações e defende que proposta seja votada antes do recesso
O senador Luís Carlos Heinze defendeu, ao lado do deputado estadual Guilherme Pasin, do vice-prefeito de Farroupilha, Thiago Brunet, e do secretário de Agricultura Rennan Bondan, a necessidade de que o Congresso avance na votação de um projeto de anistia para investigados e condenados em processos relacionados aos atos do 8 de janeiro.
Segundo ele, a articulação está em andamento tanto na Câmara quanto no Senado, com expectativa de votação ainda em dezembro. O parlamentar afirmou que a prioridade, neste momento, é fazer com que a proposta seja pautada na Câmara dos Deputados. Heinze citou o presidente da casa, Hugo Motta, como peça central para o andamento da matéria, e destacou que, após eventual aprovação, caberia ao Senado buscar consenso para que o texto avance antes do recesso parlamentar.
Durante a manifestação, Heinze criticou decisões do judiciário e defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de um processo injusto. Ele alegou que não há crime comprovado contra o ex-mandatário e classificou as condenações relacionadas à tentativa de golpe como “inexistentes” sob sua avaliação política. O senador afirmou que a sensação de injustiça é o que mobiliza parlamentares alinhados ao tema.
O vice-prefeito Thiago Brunet reforçou o posicionamento e afirmou que a discussão sobre anistia não se restringe a figuras públicas, citando casos de pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica ou mantidas presas por manifestações nas redes sociais. Ele destacou a necessidade de “bom senso” do Congresso na condução do debate, e frisou que as decisões judiciais de hoje podem futuramente afetar outros cidadãos.

Rennan Bondan, Luís Carlos Heinze, Guilherme Pasin e Thiago Brunet. Créditos: Sarah Favero
