Apesar de não ser um pré-candidato, Rigotto avaliará a possibilidade
A pesquisa contratada pela Futura e Apex Partners aponta o cenário atual da corrida ao Senado pelo Rio Grande do Sul e mostra o ex-governador Germano Rigotto (MDB) em empate técnico com pré-candidatos que já estão em campanha.
No cenário estimulado com a presença do governador Eduardo Leite (PSD), ele lidera com 40,3%. Na sequência aparecem Manuela D’Ávila (PSol), com 29,8%; Marcel van Hattem (Novo), com 28,9%; Germano Rigotto, com 27,5%; Paulo Pimenta (PT), com 23,6%; e Ubiratan Sanderson (PL), com 9,9%.
Em um eventual cenário sem Eduardo Leite na disputa, Manuela D’Ávila aparece com 29,8%, seguida por Juliana Brizola com 29,7%. Marcel van Hattem teria 29,5%; Rigotto, 27,2%; Paulo Pimenta, 23,8%; e Sanderson, 10,8%.
Apesar do desempenho expressivo, Rigotto ressalta que não é pré-candidato ao Senado neste momento. “Esses números mostram nomes que já estão colocados pelos seus partidos, em pré-campanha. Eu não estou lançado, não tenho visibilidade de mandato nem estrutura. O partido ainda não definiu coligações”, afirmou.
Ele destaca que, enquanto deputados federais contam com estrutura de gabinete, emendas parlamentares e fundo eleitoral, ele está afastado de mandato há anos, o que, segundo ele, torna o resultado ainda mais significativo. “Mesmo assim, apareço em empate técnico com candidatos que já estão em campanha. Isso demonstra o carinho das pessoas e me deixa muito feliz”, declarou.
Definições dependem do MDB
Rigotto afirma que o MDB ainda precisa definir alianças e estratégias antes de qualquer anúncio oficial. Segundo ele, uma das vagas ao Senado pode estar vinculada a acordos de coligação, o que impacta diretamente na composição da chapa. “O MDB desejaria minha candidatura, mas eu não posso esperar indefinidamente. É preciso definição para que eu possa construir esse processo e começar a andar como pré-candidato, coisa que hoje não sou”, declarou.
Posição sobre o STF
Questionado sobre eventual impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, Rigotto afirmou que a Constituição atribui ao Senado essa responsabilidade. “Se houver envolvimento comprovado de ministro, cabe ao Senado cumprir sua obrigação constitucional, inclusive julgando eventual pedido de impeachment. O Senado não pode fugir de sua missão”, afirmou.
A disputa ao Senado no Rio Grande do Sul promete ser uma das mais concorridas do país, com múltiplos nomes de peso e cenário ainda aberto para definições partidárias.
