Decisão busca eficiência administrativa e continuidade dos projetos que estão em andamento
O Núcleo Cooperativista Habitacional de Farroupilha (Nuchafar) deixa de existir após decisão das cooperativas que integravam a entidade, marcando uma reestruturação na organização dos projetos habitacionais no município. Criado por Dilço Batista Rodrigues e com última presidência de Evandro Azevedo, o Nuchafar reunia nove cooperativas e atuava como suporte administrativo e institucional. Com o encerramento das atividades, cada cooperativa passa a atuar de forma independente, mantendo sua própria estrutura jurídica, contábil e de gestão.
A decisão foi tomada de forma conjunta entre os integrantes, com o objetivo de reduzir custos operacionais, como despesas com sede, equipe e serviços. Segundo os envolvidos, o núcleo já não era mais essencial, uma vez que as cooperativas possuem autonomia para conduzir seus próprios empreendimentos. Mesmo com o fim da entidade, alguns projetos seguem em andamento, com destaque para a Cooperativa Novo Amanhã, que concentra investimento de aproximadamente R$ 20 milhões em loteamento na comunidade de Caravaggio. Considerando iniciativas paralelas, o montante pode alcançar cerca de R$ 50 milhões.
O empreendimento apresenta avanço expressivo, com cerca de 95% da terraplanagem concluída, além de obras de infraestrutura como pavimentação, rede de esgoto pluvial, instalação de postes e iluminação em LED. A previsão de entrega dos lotes permanece para dezembro de 2027, após um ciclo de cerca de 13 anos desde o início dos pagamentos. O modelo cooperativista mantém atratividade pelos valores acessíveis, com terrenos estimados em torno de R$ 80 mil, abaixo do mercado local. A cooperativa também não registra inadimplência e possui fila de espera com aproximadamente 60 interessados, demonstrando demanda ativa por moradia mesmo após o encerramento do Nuchafar.
