Parlamentar de Erechim defende ações mais rígidas contra o crime
O vereador de Erechim, Rony Gabriel (PL), comentou durante entrevista à Spaço FM a megaoperação realizada pelas polícias Civil e Militar no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais. Na avaliação do parlamentar, operações semelhantes precisam ocorrer com frequência para enfrentar o avanço da criminalidade no país. “Eu defendo como cidadão que operação dessa que teve no RJ tenha toda a semana”, comentou.
Gabriel afirmou que, em sua visão, o Estado deve dar respostas firmes às organizações criminosas e que ações dessa magnitude não devem ser tratadas como “chacina”, e sim como “faxina” como forma de restabelecer a segurança. Ele argumentou que indivíduos que confrontam a polícia assumem riscos diretos e que a população vive encarcerada dentro de suas próprias casas devido ao medo da violência.
O vereador também defendeu punições mais severas, incluindo a possibilidade de prisão perpétua, alegando que determinados perfis criminosos não se enquadram em processos de ressocialização. Para ele, o país é “brando” na aplicação de penas e isso contribui para a reincidência.
Gabriel ressaltou ainda que o combate ao crime organizado exige ações mais amplas, como o reforço das fronteiras para conter o fluxo de armas e drogas. Em sua análise, a fragilidade das fronteiras favorece a expansão das facções criminosas.
O parlamentar citou exemplos históricos que, segundo ele, explicam a formação das principais organizações criminosas do país, mencionando a convivência entre presos comuns e presos políticos durante o regime militar e a evolução de grupos como Comando Vermelho e PCC. Ele também fez críticas a governos anteriores, relacionando fatores políticos à expansão das facções, opinião que expressou como visão pessoal.
Ao final, Rony Gabriel afirmou que considera haver um desequilíbrio na forma como diferentes grupos recebem atenção em casos de violações de direitos, defendendo que o Estado deveria dar respostas mais efetivas para evitar que criminosos permaneçam em liberdade.
