Projeto foi proposto pelo governo do RS para 92 municípios
O prefeito de Farroupilha, Jonas Tomazini, em entrevista ao vivo na manhã desta terça-feira, 4, se manifestou sobre o programa estadual Família Gaúcha. “Eu acredito que não teria a necessidade de se fazer mais um auxílio ou mais um benefício, não sei qual é a situação dessas prefeituras ou dessas pessoas, desses municípios que estão nessa relação que seriam os atingidos”, destacou. Segundo ele, o melhor programa social é o emprego, e é nisso que o município tem investido. Tomazini afirmou que Farroupilha tem criado um ambiente favorável para que empresas façam investimentos e gerem oportunidades, o que, de acordo com ele, contribui para o desenvolvimento das pessoas, das famílias e da cidade.
O prefeito também ressaltou o trabalho de fiscalização dos programas sociais federais, como o Bolsa Família. Em parceria com o prefeito de Bento Gonçalves Diogo Siqueira, Farroupilha iniciou uma revisão rigorosa desses benefícios, resultando na suspensão de mais de 600 auxílios apenas em 2025. Ele destacou o empenho da secretária de Assistência Social, Anitta Maioli Pasqual nesse processo e afirmou que os números da cidade são dos melhores da região nesse tipo de controle.
O projeto que cria o programa ‘Família Gaúcha’ prevê a transferência de renda para famílias gaúchas em vulnerabilidade social. O texto não detalha valores, mas estabelece que o benefício será pago mensalmente a um beneficiário do grupo familiar.
Quando o governo anunciou a criação do programa, no final de setembro, o valor informado das parcelas foi de R$ 200 por família, além de R$ 50 se houver criança. Além dos recursos financeiros, os beneficiários terão o acompanhamento periódico de Agentes de Desenvolvimento da Família (ADFs), cujo objetivo é auxiliar as famílias no processo de ‘autonomia’ financeira. O programa terá duração de 22 meses (dois anos).
As famílias que forem contempladas serão escolhidas por um dos 92 municípios abrangidos pela iniciativa e precisam estar entre as mais vulneráveis do Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Rio Grande do Sul (IVF/RS). Todos esses critérios ainda precisam ser estabelecidos via regulamentação, após a aprovação do texto no plenário da Casa, mas o objetivo do Executivo é que o benefício inicie ainda esse ano.
