Comerciantes elogiam revitalização da via, mas apontam preocupações com drenagem, trânsito e nível do asfalto
Os empresários da Rua Barão do Rio Branco acompanham o avanço das obras de melhorias na principal via de acesso a Farroupilha, destacando benefícios estéticos e estruturais, mas também cobrando atenção do poder público para questões relacionadas à drenagem pluvial, ao impacto no comércio e à altura do novo asfalto em relação ao meio-fio do passeio público.
A comerciante Adelaide Paniz, da Malharia Paniz, avalia de forma positiva a intervenção urbana e afirma que o período escolhido para a execução das obras reduz os prejuízos ao comércio, por se tratar de uma época de menor movimento na cidade. Segundo ela, o novo visual da rua já chama a atenção e reforça a importância da Barão do Rio Branco como principal entrada do município, gerando sentimento de orgulho entre os comerciantes.
Adelaide relata que, até o momento, o redirecionamento do trânsito para vias laterais não tem afastado os clientes, que compreendem a necessidade da obra e buscam alternativas de acesso. No entanto, a empresária manifesta preocupação com a infraestrutura de drenagem, especialmente em função de problemas antigos com bueiros e alagamentos registrados em períodos de chuva intensa. Para ela, a elevação do asfalto ao nível do meio-fio pode agravar a situação e o momento atual é decisivo para corrigir possíveis falhas estruturais.
O proprietário da Bike e Cia, Leandro Barivieira, conhecido como Nikima, reconhece que o movimento na rua já apresenta redução, mas destaca que o impacto é temporário e necessário para a melhoria da cidade. Ele observa que a obra avança em ritmo acelerado e acredita que o cronograma de cerca de 30 dias poderá ser cumprido, caso as condições climáticas sejam favoráveis.
Barivieira, afirma que os lojistas estão preparados para os bloqueios que devem ocorrer à medida que a obra se aproxima dos estabelecimentos, com acesso garantido aos clientes a pé. Sobre a qualidade do serviço, ele elogia a nova camada asfáltica, mas reforça a preocupação com a falta de diferença entre a pista de rolamento e o passeio público em alguns trechos, o que pode gerar problemas de segurança, organização do trânsito e escoamento da água da chuva.
