Ela afirmou que existe todo um processo administrativo para iniciar obra definitiva, após princípio de incêndio
Mesmo após ajustes emergenciais na rede elétrica, o Colégio Estadual Farroupilha ainda enfrenta limitações no funcionamento e segue aguardando uma solução definitiva por parte do Governo do Rio Grande do Sul (RS). A informação foi repassada na manhã desta terça-feira, 24, pela diretora Elezita Ferrari, que detalhou a situação após o recente problema registrado na instituição.
Segundo ela, na última semana foram realizadas intervenções pontuais para garantir condições mínimas de segurança. “Foram feitas adequações, como troca de disjuntores e de fiação em alguns setores, para que a gente consiga dar continuidade às atividades enquanto aguarda a obra maior”, explicou.
Apesar disso, o funcionamento da escola ainda exige uma série de cuidados e adaptações no dia a dia. Na cozinha, por exemplo, o uso de equipamentos elétricos precisa ser controlado. “A torneira elétrica não pode ser ligada. Para lavar a louça, precisamos esquentar água em chaleira. Quando ligamos o forno, precisamos desligar outros equipamentos para evitar sobrecarga”, relatou.
As restrições também atingem outras áreas. Os aparelhos de ar-condicionado seguem sem uso, já que a rede atual não suporta a carga elétrica. “Se ligar, a energia cai. Isso continua como já era antes”, afirmou.
Sobre a obra definitiva, que deve resolver o problema estrutural da rede elétrica, a diretora disse que o processo está em andamento, mas ainda depende de trâmites burocráticos. “Nos dizem que está encaminhado, que vai acontecer, mas não temos uma data concreta. O ‘rápido’ da burocracia é diferente do nosso ‘rápido’ dentro da escola”, pontuou.
Mesmo com as limitações, Elezita afirma que, após avaliação técnica, a escola foi considerada segura para funcionamento, desde que respeitadas as orientações repassadas. “Temos um profissional que nos garantiu segurança, desde que sigamos esses cuidados”, disse.
A direção, no entanto, reforça a expectativa por uma solução definitiva. “A gente já espera há muito tempo. Agora, com o que aconteceu, esperamos que isso se resolva com mais agilidade”, concluiu.
